Reza a história que havia na corte da Família Real Portuguesa I um certo Francisco Gomes da Silva, conhecido por Chalaça, e que durante muito tempo foi considerado a sombra de Dom Pedro I. Alcoviteiro e oportunista, Chalaça organizou dentro do governo um “conselho secreto”, conhecido pelo povão da época como “gavetório” ou “chupa-chupa”. Era tão inescrupuloso que chegava a absurdos de pagar jornais para insultar adversários do partido contrário ao de D. Pedro. Mas o que Chalaça tem a ver com a política da região? Muito. Em Silva Jardim, por exemplo, há muitos chalaças em volta do prefeito Marcello Zelão e que só contribuem para atrapalhar seu governo, marcado pela transparência e eficiência na administração pública. Como o outro, os de Silva Jardim são mestres da fofoca e do puxa-saquismo e não medem esforços para prejudicar quem quer que seja em troca de supostos benefícios.
Curiosamente todos eles passaram pelas malfadadas administrações de Antonio Carlos Lacerda, Elmari Nascimento e Augusto Tinoco, que por pouco não levaram à ruína Silva Jardim. O primeiro envolvido em escândalos de corrupção como o “Buraco Negro”, o segundo, de nenhuma lembrança para a população, também pouco ou nada competente para administrar e por fim Tinoco, cujas ações iam além da prepotência.
Seria bom, portanto, que o prefeito comece a se aperceber do que está ao seu redor. Ou quem sabe outra pessoa, ligada a ele, mas com visão abra seus olhos para o que representa a nefasta presença de fofoqueiros e intrigueiros em seu gabinete. Do contrário, tudo de bom que Silva Jardim vem experimentando nos últimos dois anos pode se perder por meio de aproveitadores. É hora de jogar o lixo fora e não jogá-lo para baixo de seu tapete.