Tampas de túmulos quebradas, acúmulo de água em vasos de plantas e ausência de guarda municipal estão entre os principais problema do local onde descansa o corpo do poeta Casimiro de Abreu
À esquerda, sepultura semiaberta deixa a mostra um caixão. A direita, vista da centenária Igreja de São João Batista
O cemitério de Barra de São João está localizado numa das mais belas vistas da Região dos Lagos. Atrás de um outeiro, com as costas para o mar e lateral para o rio São João, ele abriga o túmulo de Casimiro de Abreu. Somente isso já justificaria maiores zelos da administração municipal e mesmo da Igreja Católica. Mas o que a reportagem da Folha constatou na segunda-feira 1º é o abandono e o descaso.
Pra começar, não há guarda municipais, cuja principal função é proteger o patrimônio público. Embora o gramado em torno da Igreja esteja aparado é comum ser visto, em pequena quantidade, diga-se, algum lixo como sacolas, latas de cerveja e copinhos plásticos.
Os problemas, porém, começam tão logo se adentra no Cemitério. Há túmulos destruídos, com tampa rachada e com tijolos a vista. Na parte que fica de frente à Prainha, é possível ver um túmulo semiaberto com um caixão dentro; ao lado dele uma sacola preta, provavelmente contendo ossos.
Para piorar, por todo o cemitério é possível ver o acúmulo de água parada em vasos de planta, o que aumenta o risco de proliferação do mosquito da dengue.
Poucos são os túmulos em bom estado de conservação. A do poeta, localizado nos fundos, em mármore branco, não é possível ver o epitáfio (inscrições sobre a tampa da sepultara contendo dados do morto).
Uma pessoa ligada a administração regional disse que o município pretende abrir licitações para que empresas particulares administrem cemitérios.
_ Na medida do possível estamos trabalhando. A obrigação de restauração dos túmulos é dos familiares, porém, estamos mandando oficio a Prefeitura a fim de que nos enviem placas.
Folha também apurou que a Guarda Municipal passa pelo cemitério algumas vezes à noite, o mesmo se dá durante o dia. Sobre o acúmulo de água parada em vasos de planta, esta incubencia fica a cargo da Vigilância Sanitária do Município.