Viver a vida é contemplar as nuances do tempo

 P/ Juvenil Coelho
 
Embora nos pareça ser tão curta a vida, a realizarmos todas as peculiares missões a que temos direito como prodigiosos filhos do criador. Ou, melhor dizendo, recorrente ao tempo de permanência física do ser humano, no âmbito terreno. Ressalvando se notoriamente a pequena minoria, que ainda ultrapassam aos (100) anos de idade, atingindo assim o ápice da longevidade dos racionais. Assim haveremos de considerar que a grande massa populacional que nem chegam à sua maioridade civil, enxergamos outrora como lamentável fim. No que pese muitos morrerem por vontade própria. Convenhamos outrossim que o supremo criador possa está nos penalizando, sobremaneira, concernente ao estreitamente ou mesmo que se diga, abreviamento de nossa existência. O que possa está mais célere agora com a pandemia em latente genocídio, no secular plano mundial. De consolo nos resta o que o livro sagrado apregoa em Eclesiastes (3.1). Que, há sim, tempo para tudo... Desta forma pouco nos importa, se o patriarca Matusalém, viveu mais de 900 anos. A prudente conclusão que chegamos é que cada um continuará tendo o tempo de vida que o senhor determina. Pois que ninguém morre antes da hora, isto é fato consumado e inconteste. Nem tão pouco nos cabe questionar o porquê de outros animais do reino terem uma media de vida mais alta, a exemplo da tartaruga marinha que chega em média a (150) anos de vida ativa. Na esfera mais inferior, onde buscamos ver as coisas na base da relatividade, debalde as tentativas fracassadas de se ter um mundo mais harmonioso e justo. Triste desdobramento, nos afeta e deprecia, pois o homem continua sendo seu próprio lobo. Mesmo diante de tanta modernidade, e novas descobertas da ciência, impera a crueldade, a insensatez e o ódio. Assim a luta do bem contra o mal permanece inalterada. Pecamos excessivamente por buscarmos sempre o de menor alcance as nossas mãos, lastimável, pois nem sempre o mais fácil é o mais promissor. O que se observa a priori é que o individuo humano se torna a cada dia mais frágil as concupiscências do mundo. Na qual impera a cobiça, a desonra e o destemor ao altíssimo. A pobreza de espírito nos enfraquece mais que a desnutrição.

O grande sábio indiano, Mahatma Gandhi, defensor intransigente da ética e dos princípios religiosos, disse certa vez, “QUE OS FRACOS NÃO SABEM SE QUER PERDOAR.” E vamos mais além afirmando que os fracassados se tornam incapazes de ver seus próprios desígnios, por isso se atolam sempre no lamaçal de seus pecados. Neste particular é fundamental que saibamos distinguir o homem fraco do pequeno homem. Pois o fraco é o caído, incrédulo.  Enquanto que o pequeno homem impõe se na visão de vida ativa e promissora. A melhor explicar, a sabedoria popular diz que nos pequenos frascos estão as boas fragrâncias. Não muito fora de proposito a bíblia relata sobre um pequeno homem que venceu um forte e incircunciso gigante.

Assim ser pequeno nunca foi demérito, nem mesmo para os Pigmeus. Não seja também por isso que as pequeninas criancinhas são em verdade as meninas dos olhos do onipotente senhor. Pra finalizar não vejo momento mais oportuno de render efusivos elogios a minha avó materna, que já está na esfera celestial, mas nos deixou exemplos magníficos. A franzina IRENE LOPES, de voz suave, rica em mansidão e equilíbrio, mulher virtuosa. Dela herdei o ideal de cultivar plantas. Na época, com menos de oito anos de idade, jamais esqueci dos cuidados que ela tinha pelos dois lírios verdejantes, da frente de sua residência, muito menos no cultivo de suas belas aromáticas cianinas, que embelezavam  em cada primavera a cerca de pau a pique, com suas róseas flores em ornamentais cachos. A capricho também cultivo uma desta mesma espécie, a mais de 20 anos. num gesto singular de reconhecimento e gratidão a querida vovozinha.

O autor é jornalista e diretor do Instituto PHOENIX de pesquisa.

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