Fim das coligações partidárias é um dos desafios nas Eleições 2022

 

As eleições gerais (presidente da República, governadores e vices; uma das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleias Legislativas) do próximo ano serão as primeiras (gerais), após o fim das coligações. As primeiras foram em 2020, a prefeito, vice e vereador. Casos as regras não sejam mudadas até um ano antes das eleições, não teremos as coligações em 2022.  

 

Com as coligações os membros dos partidos políticos, que pretendiam ser candidatos procuravam evitar filiados com grande potencial de voto. É que a somatória dos votos valendo as coligações, após alcançado o quociente eleitoral (Quociente eleitoral (QE) é um número que precisa ser atingido pelos partidos ou coligações para garantir a eleição de um candidato no sistema proporcional de voto. Esse sistema é usado nas eleições para deputado federal, deputado estadual ou distrital e vereador) até 2018 eram eleitos os mais bem votados de cada partido.  

Podemos citar como exemplo as eleições a deputado estadual em Rondônia, de 2018, quando as coligações, ainda, estavam valendo. A Assembleia Legislativa (Ale) é composta de 24 deputados. 50% deles tiveram menos votos, que o ex-deputado Saulo Moreira, do MDB, que somou 10.911.  
 

Na faixa de 7 mil a 10 mil votos tivemos 17 candidatos, que somaram mais que os 6.567 votos, que elegeu Jair Montes (Avante-PVH). Era a regra do jogo, por isso ocorreram mudanças com o fim das coligações a partir das eleições municipais (prefeito, vice e vereador) de 2018.  

É importante advertir, que até outubro próximo, um ano antes das eleições de 2022, poderão ocorrer mudanças, inclusive a volta das coligações, o que certamente, seria um –ou mais–  passo atrás na política.  

Nas polêmicas eleições de Rondônia em 1990, quando foi assassinado o senador Olavo Pires (PDS), que tinha vencido o primeiro turno ao governo do Estado e disputaria o segundo turno com o ex-senador Valdir Raupp, na época no PRN o PTB elegeu sete dos oito deputados federais. Se elegeram Edson Fidélis, Nobel Moura, Jabes Rabelo, Carlinhos Camurça, Reditário Cassol (pai do ex-governador Ivo Cassol), Maurício Calixto e Pascoal Novais. Somente Raquel Cândido era do PDT.  

Não há dúvida que sem coligações as eleições apresentam resultados mais autênticos. Quem é bom de voto não tem o temor de ser cerceado de assinar filiação partidária, porque outros candidatos, com menos potencial eleitoral tem o temor de somente ele (o bom de voto) se eleger. Hoje os mais bem votados, desde que o partido atinja o quociente eleitoral, são eleitos.  (Valdir Costa)

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