Eleições: Corrida ao Senado movimenta os bastidores político em Rondônia

 

Em Rondônia já ocorre mobilização intensa nos bastidores da política, para definir os candidatos aos diversos cargos, que estarão na disputa. E a única das três vagas ao Senado, hoje ocupada por Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado e está inelegível para 2022, já tem vários nomes, novos e velhos em condições de se eleger, todos com poderio eleitoral respeitável.  O PSDB tem o ex-senador Expedito Júnior como nome de ponta na concorrência para a vaga de Acir. Em 2014 e 2018 Júnior disputou o governo do Estado e perdeu nas duas oportunidades no segundo turno. Mas é uma liderança consolidada. Ele tem, ainda, o filho Expedito Netto, deputado federal e presidente regional do PSD, que não deverá ter problemas para se reeleger e certamente será um ótimo ponto de apoio para o pai, porque, apesar de jovem já é uma liderança política influente no Estado.  

O ex-senador Valdir Raupp (MDB), não pode ficar de fora da lista de nomes em condições de concorrer ao Senado no próximo ano. Raupp já foi vereador, prefeito, governador e senador em dois mandatos seguidos. Sempre foi uma das mais importantes lideranças políticas no Estado. Não conseguiu se reeleger senador pela terceira vez em 2018, quando teve votação inexpressiva (sexto mais bem votado com pouco mais de 80 mil votos) para uma liderança do porte de Raupp. Ele ainda, não se manifestou sobre a possibilidade de candidatar-se às eleições do próximo ano, mas é provável que estará na disputa.  

O ex-senador Amir Lando está entre os nomes de liderança eleitoral consolidada. Lando já foi deputado estadual, senador e presidente nacional do INSS. Tem uma ampla folha de bons serviços prestados ao Estado e sempre esteve entre os nomes expressivos do MDB de Rondônia. Estava fora da política há anos, mas ultimamente voltou aos holofotes e trabalha para entrar na disputa pela vaga ao Senado, inclusive sendo noticiado com constância na mídia regional nas últimas semanas. Não tem experiência executiva na política, mas é uma liderança regional.  

A ex-senadora Fátima Cleide, que esteve afastada da política, após o término do seu mandato em 2010 retornou à militância petista e deverá concorrer ao Senado em 2022. Sempre teve excelente trânsito no partido e está cotada para a disputa, tendo o advogado Ramon Cujuí, liderança emergente do PT como candidato a governador. Fátima é ficha limpa e tem passado de bons serviços prestados ao Estado na sua passagem pelo Senado. 
 

O ex-governador Daniel Pereira, presidente do Solidariedade no Estado não pode ser considerado um veterano na política regional, mas tem bagagem suficiente. Foi vereador em Cerejeiras, deputado estadual, vice-governador e governador, após a renúncia de Confúcio Moura (MDB), que concorreu ao Senado em 2018 e se elegeu. Daniel perdeu uma ótima chance de se eleger governador em 2018, quando poderia ter disputado à reeleição, mas por fidelidade ao amigo, o senador Acir Gurgacz, que tentou de todas as formas formalizar sua candidatura a governador em 2018 e não conseguiu. Pereira optou por apoiar o amigo e perdeu a chance de candidatar-se. Daniel vem organizando o Solidariedade no Estado, é estrategista e não deixa de ser um adversário de força eleitoral considerável.  

Na lista das novas lideranças estão nomes plenamente identificados com o eleitorado como do ex-prefeito de Ji-Paraná (dois mandatos seguidos) e ex-deputado estadual, Jesualdo Pires (PSB). Nas eleições de 2018, mesmo sem uma estrutura eficiente obteve mais de 195 mil votos. Ficou na quarta colocação quando se elegeram dois senadores. Ji-Paraná tem hoje dois senadores: Acir Gurgacz, que concluirá o segundo mandato seguido no próximo ano e Marcos Rogério, eleito em 2018 como o mais vem votado no Estado com 324.939 votos. E no próximo ano a chance de eleger Jesualdo.  

O jovem deputado federal e presidente do Podemos no Estado, Léo Moraes é mais um nome na relação de novos políticos. Léo Moraes já foi vereador em Porto Velho, deputado estadual e agora um dos oito parlamentares de Rondônia na Câmara Federal. Comentários o colocam como candidato a governador, mas não estaria descartada a tentativa de se eleger ao Senado. É um político que, além de jovem vem em ascensão e tem condições de se eleger senador. (Rondoniadinamica)

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