Autora da PEC do voto impresso, deputada confessa que não pode provar fraude eleitoral

 

Apesar de Jair Bolsonaro (sem partido) prometer há mais de um ano comprovar que as eleições presidenciais foram fraudadas, a aliada e autora da PEC (proposta da emenda à Constituição) do voto impresso, deputada federal Bia Kicis (PSL-DF), é categórica ao dizer que não é possível provar.​

“Eu não vou entrar nesta seara. Sabe por quê? Porque eu não vou falar uma coisa que eu não possa provar. Eu não posso provar que teve fraude. Sabe por quê? Porque o sistema não é auditável”, disse a deputada à Folha na terça-feira (20).

 

“O eleitor não tem como provar. Ele só sabe o que ele viu, que o voto dele não apareceu naquela urna. Aí você quer jogar para o eleitor o ônus de provar uma fraude? Isso é uma prova demoníaca. Não tem como. Agora, existem muitos indícios de problemas. Se foi fraude, se foi problema técnico, eu não sei”, afirmou.

Horas antes, Bolsonaro havia dito que, nos próximos dias, apresentará o que chama de prova de que Aécio Neves (PSDB-MG) venceu Dilma Rousseff (PT) em 2014 —algo que o próprio deputado tucano nega.

O presidente questiona frequentemente a credibilidade das urnas eletrônicas, mas nunca mostrou qualquer indício além da retórica.

Leia mais na reportagem da Folha de São Paulo  

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