Pastor picareta chora e afirma à CPI: 'Tenho culpa’

 

A CPI da Covid, em sua reabertura, nesta terça-feira, 3, teve uma situação diferente. O reverendo Amilton Gomes de Paula, que falava ao Senado sobre a suposta intermediação de compra de vacinas superfaturadas, chorou, e assumiu culpa por "ter estado nessa alteração das vacinas". As informações foram divulgadas pelo UOL e Agência Estado.

Amilton disse que queria "vacinas para o Brasil", motivado pela morte de um conhecido devido à covid. O reverendo depõe na CPI por ser suspeito de intermediar suposta venda superfaturada da AstraZeneca ao Ministério da Saúde sem a autorização da farmacêutica.

“No momento que eu estava enfrentando a perda de um ente querido, queria vacinas para o Brasil. Eu tenho culpa sim. Hoje de madrugada dobrei os meus joelhos, orei e peço desculpas ao Brasil, o que eu cometi não agradou primeiramente aos olhos de Deus", disse Amilton.

 
 

Diante das lágrimas do depoente, o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), perguntou ao reverendo: "Chorou e se arrependeu do quê?" Segundo Gomes de Paula, de "ter estado nessa alteração das vacinas".


Durante sua fala de abertura, Amilton negou que tenha negociado vacinas, mas se apresentou apenas como um facilitador. O pastor também foi questionado por senadores por que intermediou a oferta de vacinas para o Ministério da Saúde e foi recebido três vezes na sede da pasta, apesar de movimentos contrários do governo federal em relação à imunização da população.Amilton admitiu ter participado da campanha de Bolsonaro à presidência, mas negou encontro com o chefe do Executivo. O presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), também não comprou a versão de pastor sobre sua falta de proximidade com o governo, classificando sua resposta como "inacreditável". "Me desculpe reverendo, mas não dá para acreditar nisso. é muito furada essa história."

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