Policiais Penais são acusados de torturar preso; "espancamentos acontecem todo dia e toda hora"

 

O ativista Rodrigo Pilha, que ficou preso no Complexo Penitenciário da Papuda (DF) desde o dia 18 de março até o dia 11 de julho, denunciou tortura física e psicológica diária contra presos do sistema penitenciário do Distrito Federal. Ele ficou detido por estender uma faixa chamando Jair Bolsonaro de genocida. "A polícia penal mete a porrada e espanca os presos todo dia e toda hora. Eu vi todo dia a tortura física e psicológica diária com todos os presos", disse Pilha aos jornalistas Leonardo Attuch, do 247, e Renato Rovai, da Forum.

De acordo com o ativista, "é uma farsa o sistema penitenciário". "É uma grana que gasta para 80%, 90% das pessoas reincidirem e voltarem. Isso acontece porque o sistema é feito para puxar o cara pra baixo, pra prender mesmo, pra manter no sistema. Quanto mais presos, mais gasto tem, mais se justifica o gasto em força, segurança, arma, aquela porcaria de lavagem de marmita", disse.

Para o ativista, "tem muita gente ganhando dinheiro com esse sistema penitenciário que está aí para atrasar e deixar o maior número de presos, cada vez mais presos". "É uma indústria do encarceramento. É o filme 13ª Emenda", completou.

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