Com administração anêmica, Marcos Rocha tem uma das piores avaliações, mostra pesquisa nacional



Trabalho dos gestores estaduais é aprovado por 43,9% da população; o de Bolsonaro por 31,1%; Expectativa até o fim dos mandatos é positiva para 30% e negativa para 44,1%; Assembleia Legislativa é uma “mãezona” para a atual administração

ZACARIAS PENA VERDE

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, possui uma das piores avaliações das atuais administrações estaduais, mostra ampla pesquisa nacional publicada neste fim de semana pelo jornal mineiro O Tempo, diário de grande circulação nacional.

Quando o eleitor é questionado sobre como classifica a administração de seu Estado, as piores análises estão em Rondônia (69,2%), Tocantins (69,2%), Amapá (63,6%), Sergipe (58,4%) e Rio Grande do Norte (57,1%). A aprovação do governo é de 23,1% e a reprovação de 76, 9%, mostra os números da pesquisa.

Eleito pela gigantesca onda Bolsonaro, o atual governo coleciona erros. Apostou, inicialmente, em seguir na “Cartilha do presidente” e viu sua aprovação despencar devido ao apoio explícito que vem dando às medidas amargas e antipopulares do governo federal como a de minimizar os impactos sociais e econômicos causados pela pandemia do novo coronavírus.   

De boa índole, Marcos Rocha amarga números negativos em todos os setores, em especial a Saúde, por ter optado por um secretariado mais “político” que técnico. Essa decisão tem tornado sua administração anêmica, tosca, sem um programa de governo e sem uma articulação política de alto nível com a Assembleia Legislativa, que até o momento, vem sendo uma “mãezona” para o atual governo, fechando os olhos para problemas que se arrastam em vários setores. A falta de gestão se tornou explícita durante a pandemia. Decisões erradas como a compra de hospital de campanha que gerou polêmica, desativação do Centro de Reabilitação de Rondônia (Cero) para montar uma unidade de referência em UTI na Zona Leste da capital, mesmo sabendo que o Estado não dispõe de médicos intensivistas para garantir o funcionamento da unidade, são alguns erros de planejamento apontados por lideranças partidárias de Rondônia.  

Praticamente iniciando o período de pré-campanha para sua suposta reeleição, o maior projeto do atual governo é a construção do Hospital de Emergência e Urgência de Rondônia, o Heuro, projeto apresentado pelo ex-governador Confúcio Moura ainda em seu primeiro mandato. Essa falta de foco, de projetos e mesmo de ações contundentes, empurram, para baixo, os números da atual administração. Até mesmo os aliados de campanha abandonaram a gestão perdulária de Marcos Rocha como o deputado federal coronel Chrisóstomo de Moura que já fez várias denúncias, em Brasília, contra supostos desmandos cometidos por Marcos Rocha e sua equipe.

PARÂMETRO

A pesquisa para um parâmetro entre a aprovação do presidente Jair Bolsonaro e governadores. Os números mostram que o nível de satisfação dos brasileiros é maior com a gestão dos governadores do que com a do governo federal. É o que aponta a primeira pesquisa de abrangência nacional do Instituto DATATEMPO sobre as administrações estaduais no país. O trabalho dos governadores é aprovado por 43,9% da população, enquanto o do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem o apoio de 31,1%, como mostrou O TEMPO no início da semana.

Quando o eleitor é questionado sobre como classifica a administração de seu Estado, a percepção negativa aumenta. Isso porque 36,4% dos entrevistados – na abrangência nacional – consideram “ruim” ou “muito ruim”. Os que julgam “regular” somam 34%, e os que avaliam como “bom” ou “muito bom” são 25,3%. Não souberam ou não responderam 4,3%. As piores análises estão em Rondônia (69,2%), Tocantins (69,2%), Amapá (63,6%), Sergipe (58,4%) e Rio Grande do Norte (57,1%).

Em nenhum Estado a maioria classifica o trabalho do governador como “bom” ou “muito bom”. Os melhores resultados foram registrados em Roraima (49,9%), Paraná (49%), Acre (45,5%), Espírito Santo (42,4%) e Bahia (40,6%). Com informações de O Tempo.

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