Coringa 2.0! Andreas Pereira encontra equilíbrio e assume posto em meio-campo do Flamengo


 

Atenção! De cara, é preciso pontuar: este não é um texto para comparar Andreas Pereira e Gerson. A menção do Coringa se dá pela versatilidade que o belga tem demonstrado em um início de passagem animador com a camisa do Flamengo. Segundo volante por opção e meia quando necessário, o camisa 18 precisou de apenas cinco partidas para deixar claro o quanto será útil para o time de Renato Gaúcho.

Nas graças de torcida que esteve no Maracanã na última quarta-feira, Andreas fez contra o Barcelona de Guayaquil sua melhor atuação com a camisa rubro-negra e apresentou ao torcedor seu pacote completo. Foi importante na saída de bola, demonstrou capacidade de marcação e ainda teve tempo para matar a curiosidade de quem queria vê-lo como meia mais avançado.

Números de Andreas pelo Flamengo

  • 5 jogos (4 como titular)
  • 347 minutos
  • 5 finalizações (3 no gol e 1 na trave)
  • 1 gol
  • 5 passes decisivos
  • 2 grandes chances criadas
  • 10/12 dribles certos
  • 29 bolas recuperadas (5.8 por jogo)
  • 7 desarmes
    *Fonte: SofaScore

De característica mais clássica e de cabeça em pé, o jogador emprestado pelo Manchester United não será daqueles volantes que deitam no chão em carrinhos que levantam a torcida. Nem por isso, porém, tem o poder de marcação reduzido. E quem prova isso são os números.

Em cinco partidas pelo Flamengo (quatro como titular), foram 29 bolas recuperadas e sete desarmes. A maioria absoluta dessas ações ofensivas se deu justamente quando o time mais precisou, diante dos adversários mais perigosos: três desarmes contra o Palmeiras e mais três no jogo com o Barcelona. No duelo com os equatorianos, por sinal, Andreas não foi driblado uma vez sequer.

Os números ajudam a desmistificar uma fragilidade defensiva nas ações do meio-campista que larga na frente na disputa em alto nível com Thiago Maia e Diego pela vaga ao lado de Willian Arão. E a escolha de Renato se dá justamente por considerá-lo com maior capacidade de oferecer equilíbrio entre as ações ofensivas e defensivas.

Partindo do princípio que o Flamengo terá quase sempre maior posse de bola do que os adversários, o treinador aposta na técnica de Andreas organizar o jogo. E foi o que aconteceu nos melhores momentos da equipe na semifinal da Libertadores.


Fonte: ge

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