Medina, Italo, Toledo e Tati buscam título mundial na WSL Finals



Com o trio de ouro - Gabriel Medina, Italo Ferreira e Filipe Toledo - e Tatiana Weston-Webb como única representante do Brasil no feminino, começa nesta quinta-feira a janela de disputas da WSL Finals, em Lower Trestles, na Califórnia (EUA). Pela primeira vez na história, o melhor e a melhor surfista da temporada da Liga Mundial de Surfe serão definidos em apenas um dia de competição e em um mata-mata. Uma chamada para o início da competição será feita nesta quinta, às 11h30 (horário de Brasília).

Depois de quase 4 décadas de disputas por pontos corridos, a WSL resolveu inovar no formato desse ano, marcado pelo cancelamento de algumas etapas por conta da pandemia do Covid-19. Foram disputadas 7 das 10 provas programadas para a temporada para serem definidos os 5 finalistas de cada gênero que vão lutar pelo título.

Por terem liderado o ranking ao término dessas 7 etapas, Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore vão esperar os confrontos entre os outros 4 surfistas, que ficaram no top-5 da classificação geral, para definirem os seus adversários na grande final. Todos esses duelos acontecerão em apenas 1 dia de competição. Pela previsão das ondas, é provável que esse dia seja entre segunda e quarta-feira da semana que vem (13, 14 ou 15/9).

- Ganhar o terceiro título mundial é o meu maior objetivo. A emoção de conquistar o título é incrível. Todos os surfistas que eu mais admiro ganharam três títulos, então eu realmente quero fazer parte desse grupo. Eu sei que vai ser difícil, mas tenho treinado bastante, surfado todos os dias e me preparado muito forte para que isso aconteça aqui - disse Gabriel Medina, campeão mundial nas temporadas de 2014 e 2018, na coletiva realizada no píer de San Clemente.

As finalistas: Tati, Johanne(FRA), Carissa (HAV), Sally (AUS) e Stephanie (AUS) — Foto: WSL / Diz

As finalistas: Tati, Johanne(FRA), Carissa (HAV), Sally (AUS) e Stephanie (AUS) — Foto: WSL / Diz

O formato de disputa

O primeiro brasileiro a competir nesse dia final será Filipe Toledo. O surfista de Ubatuba-SP, que pode ser considerado um local de Trestles por morar na região desde 2015, é o atual número 3 do ranking. Por isso, ele vai esperar o vencedor do duelo entre o americano Conner Coffin (4º) e o australiano Morgan Cibilic (5º) para saber quem será o seu adversário.

Se Filipe avançar nesse confronto, ele vai enfrentar Italo, atual número 2 do ranking. O vencedor desse possível duelo entre Filipinho e Italo vai encarar o líder Gabriel Medina, em uma série melhor de 3, para definir o campeão mundial de 2021.

No feminino, Tatiana Weston-Webb está na mesma situação de Italo. Por ser a número 2 do mundo, ela vai aguardar a francesa Johane Defay (5ª) e as australianas Stephanie Gilmore (4ª) e Sally Fitzgibbons (3ª) se enfrentarem para definir a sua adversária. Se passar por seu primeiro confronto, Tati medirá forças com a líder Carissa Moore na decisão, em melhor de 3. Tati pode ser a primeira brasileira a se tornar campeã mundial. A cearense Silvana Lima já foi vice em duas oportunidades.

- Seria uma honra para mim estar no pódio com qualquer pessoa, mas será muito melhor se for com um brasileiro também. Para o nosso país, seria marcante ter dois campeões mundiais, no masculino e feminino. O Gabriel, o Italo e o Filipe, me dão muita inspiração e seria uma honra estar ao lado deles no pódio - disse Tati.

chave masculina Trestles — Foto: WSL

chave masculina Trestles — Foto: WSL

Chave feminina na WSL Finals — Foto: WSL

Chave feminina na WSL Finals — Foto: WSL

O local: Trestles

Além da mudança no formato, a Liga Mundial escolheu umas das mais famosas ondas da Califórnia, Lower Trestles, para a ser o palco dessa decisão. A onda, localizada em uma reserva ambiental em San Onofre, é bem diferente à de Pipeline, onde foram definidos os últimos campeões mundiais nos tubos pesados do Havaí.

Trestles é considerada uma onda sem muitos perigos e de alta performance, por proporcionar aos atletas longas paredes para a execução de manobras, tanto para a direita, quanto para a esquerda. Ela nunca recebeu uma final do Tour, mas esteve presente no circuito mundial até o ano de 2017, quando Filipe Toledo se sagrou campeão da etapa, até ser substituída no calendário pela piscina de ondas do Surf Ranch, em 2018.

Trestles é considerada uma das ondas de mais alta performance do Tour — Foto: WSL

Trestles é considerada uma das ondas de mais alta performance do Tour — Foto: WSL

Previsão de boas ondas

Apesar de a janela abrir nesta quinta-feira, a previsão para as maiores e melhores ondas na janela de disputa, que vai até o dia 17, está programada para acontecer entre os dias 13 e 15. A previsão é que, a partir da próxima segunda-feira, ondas com mais de 2m atinjam a bancada de Lower Trestles.

Mas, a partir deste sábado, uma boa ondulação já se aproxima, tornando possível a realização do dia final já no fim de semana.


Fonte: Ge

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