Alcolumbre: Querem transformar a autonomia do presidente da CCJ em guerra religiosa

 


Presidente da CCJ do Senado reclama das "agressões de toda ordem" que tem sofrido pela demora em marcar a sabatina de André Mendonça, indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro. Chefe do Executivo diz que senador "joga fora das quatro linhas da Constituição"



“Tenho sofrido agressões de toda ordem. Agridem minha religião, acusam-me de intolerância religiosa, atacam minha família, acusam-me de interesses pessoais fantasiosos. Querem transformar a legítima autonomia do presidente da CCJ em ato político e guerra religiosa”, disparou Alcolumbre, por meio de nota. “Reafirmo que não aceitarei ser ameaçado, intimidado, perseguido ou chantageado com o aval ou a participação de quem quer que seja.”

O senador rebateu acusações de “abuso de poder” e negou que esteja tentando se aproveitar da situação. “Jamais condicionei ou subordinei o exercício do mandato a qualquer troca de favores políticos”, frisou. “A mais alta Corte do país ratificou a autonomia do Senado Federal para definição da pauta.” Ele se referiu à decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, na segunda-feira, rejeitou pedido para obrigar o parlamentar a marcar a sabatina.

A indicação de um nome ao STF nunca demorou tanto tempo para ser avaliada pelo Senado. André Mendonça foi escolhido há três meses, pelo presidente Jair Bolsonaro, para ser o ministro “terrivelmente evangélico” da Corte. O processo aguarda uma avaliação do colegiado desde 18 de agosto.

Bolsonaro elevou o tom, ontem, contra Alcolumbre por travar a indicação. “Eu ainda aguardo a sabatina do André Mendonça no Senado Federal. Ele (presidente da CCJ) age fora das quatro linhas da Constituição”, criticou, em entrevista à CNN Brasil.

Fonte: CorreioBraziliense

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