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Alunos são ameaçados de morte dentro de escola por facção criminosa


 

Jovens ficam de joelhos enquanto homens os ameaçam, em quadra de escola, em Cuiabá. Polícia Civil investiga o caso.

Um vídeo que mostra supostos integrantes da facção criminosa Comando Vermelho ameaçando um grupo de estudantes dentro de uma escola, em Cuiabá, está sendo investigado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na tentativa de identificar os autores das ameaças.

A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que o vídeo foi gravado dentro do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Professora Almira de Amorim Silva, no Bairro CPA 3, na capital, e que nessa segunda-feira (12) uma equipe do órgão se reuniu com a gestão da escola e com investigadores do GCCO para tratar do assunto.

As ameaças aos estudantes são feitas na quadra de esportes da escola supostamente porque estariam fumando na unidade de ensino, conforme é possível identificar pelas imagens.

Não há confirmação de qual substância os alunos estavam fumando, segundo a polícia. No vídeo, no entanto, os homens que fazem a gravação mencionam maconha e ‘bagulho’.

O vídeo é gravado pelos próprios homens que fazem as ameaças ao grupo de aproximadamente 15 alunos, que estão ajoelhados.

“Vocês estão atrasando o nosso ‘corre’, tem um monte de ‘trem’ para fazer aí, e os caras estão ligando lá no CPA para dar parte de vocês. É melhor nós virmos, do que os homens virem aqui, prenderem e levarem vocês. Nós estamos dando um alerta e avisar vocês que não pode. Na segunda (vez), que pegarmos vocês fumando, vamos quebrar tudo no pau”, diz um deles, sem mostrar o rosto.

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Dois supostos membros da facção falam ao mesmo tempo com os estudantes e, enquanto um dizia que não era para fumar na escola, outro falava que a diretora e o guarda da escola os apoiam, e que eles têm mais autoridade que a polícia.

Conforme a Polícia Civil, as investigações sobre a atuação de organizações criminosas que estão agindo não somente na região metropolitana, como em todo o estado, estão avançadas, e que todas as informações, incluindo vídeos, estão sendo colhidas como provas para identificar e responsabilizar os autores.

Fonte: g1.globo.com/mt


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