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Eleições da OAB: para onde os olhos da advocacia devem se voltar?


 

*Zacarias Pena Verde

Como em todo processo eleitoral, seja ele qual for, as eleições da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Rondônia, não escaparam do cenário de disseminação de notícias falsas e ataques questionáveis às personalidades nela envolvidas.

É fato que toda eleição sempre tem tensionamentos, faz parte da própria condição de seres humanos que os concorrentes detém. Entretanto, é preciso questionar se isso deve ter limites.

Vale salientar que esse pleito trata do cargo mais importante da Ordem no Estado e a pergunta que deve ser feita pela classe é: se deixar que as propostas cedam lugar a ofensas pessoais é o caminho mais interessante a seguir?

Com olhar de fora, como jornalista, penso que uma entidade que está sempre atenta à ética deve, cada vez mais, exigir postura, e, sobretudo, compromissos de quem faz parte dela e por isso, assisto a tudo isso com certo espanto e me questiono como a advocacia está encarando essa forma pré-histórica e ultrapassada de muito ataque e pouca proposta?

Eleição para presidente da OAB-RO não é eleição de grêmio escolar, de centro acadêmico, não é eleição para clube de futebol. Na verdade, não se pode ter esse clima de rivalidade exteriorizado nas urnas. Esse tipo de enfrentamento, é algo incompatível com o Estado Democrático de Direito.

As candidaturas têm o dever, não só institucional, mas dever moral, de demonstrar uma postura que inspire e não que envergonhe aqueles que, o futuro, serão representados por uma delas.

*Zacarias Pena Verde é jornalista e presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia (SINJOR)

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