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Golpe do falso intermediário é um dos mais usados no mercado de compra e venda de carros usados

 


Ação consiste no criminoso enganar duas pessoas com um argumento diferente para cada vítima, sem que uma converse com a outra sobre o meio de pagamento e o valor a ser tratado

Você vai conhecer agora, no relato de Diego Silva de Lima ao Fantástico, um dos golpes mais aplicados no mercado de compra e venda de carros usados: o golpe do falso intermediário. A ação consiste no criminoso enganar duas pessoas utilizando dois argumentos diferentes, um para cada vítima, e a grande jogada é que ele pretende que uma não converse com a outra sobre o meio de pagamento e o valor a ser tratado.

“Eu estava ajudando meu pai a encontrar um carro bom. A gente estava sempre procurando, e ele foi ver alguns carros, algumas ofertas. A gente chegou a ir à loja, chegou bem perto de comprar um carro na loja, até que…”

Até que Diego achou o mesmo carro, mais barato, num anúncio num site especializado em venda de veículos. Ele então ligou para o telefone do anúncio para marcar um encontro entre o vendedor e o pai dele, seu Valdemí. A pessoa que atendeu disse que estava vendendo o carro da cunhada, como um favor a ela, e passou um endereço para que o pai de Diego fosse testar o automóvel.

O que Diego não sabia é que estava negociando com um falso intermediário, que tinha clonado o anúncio da verdadeira dona do veículo. O golpe é um pouco complexo mas consiste, basicamente, no criminoso buscar em um site de vendas de veículos um que lhe chama atenção. Então, ele começa a conversar com o proprietário desse veículo, e o proprietário, sem perceber, se torna a primeira vítima. O golpista começa a perguntar detalhes do veículo e, então, faz um anúncio num site de vendas como se fosse o próprio proprietário.

Durante a visita para avaliar o carro, em nenhum momento comprador ou vendedora falaram do tal intermediário e do valor do negócio, então o criminoso conseguiu superar a primeira fase do golpe: as vítimas não se comunicaram a respeito das formas de pagamento e os meios de pagamento do veículo.

Vítima avisa que vai transferir o valor do automóvel, mas é o criminoso quem fica com o dinheiro. E some. — Foto: Reprodução

Seu Valdemí andou no carro, gostou e ligou para o filho, e na mesma hora eles foram para o cartório fechar o negócio. Foi quando o falso intermediário falou que não podia estar lá no momento, porque estava resolvendo outra situação. Ele passou uma conta de um laranja, uma terceira pessoa, e o irmão do Diego fez a transferência para a conta do criminoso. Sem ver o dinheiro na sua própria conta, a dona do carro se recusou a assinar o recibo. Foi aí que a história toda veio à tona.

“Não, eu não tenho cunhado que está vendendo. Esse cara entrou em contato comigo, falou que ficava com o carro e ia vender para o ex-funcionário dele. Então não era para eu entrar em detalhes de valor com o senhor, em detalhes de nada, só mostrar o carro que o resto ele resolvia”, disse a proprietária do veículo

Todo mundo se deu conta de que era um golpe, e a polícia foi acionada. Tarde demais. O golpista sumiu com o dinheiro e nunca mais apareceu. O prejuízo total foi de R$ 30 mil.

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