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Grêmio insiste em Roger, mas leva Vagner Mancini: os bastidores da busca pelo novo técnico


 

Os bastidores da contratação do Grêmio pelo técnico Vagner Mancini envolvem uma entrevista virtual, tentativas frustradas por Roger Machado e a análise de um perfil para tentar evitar a queda à Série B. Com as mudanças na comissão técnica e no departamento de futebol, a direção dá uma de suas últimas cartadas na luta contra o rebaixamento.

Mancini saiu do América-MG e assinará com o Grêmio até dezembro de 2022. Ele é esperado em Porto Alegre nesta sexta-feira com a missão de tirar o time da vice-lanterna do Brasileirão, a cinco pontos de distância do Santos, o primeiro fora do Z-4.

O planejamento é que Mancini comande pelo menos um treino no CT Luiz Carvalho junto do elenco antes da estreia, no domingo, às 18h15, na Arena, diante do Juventude.


A entrevista

Desde a saída de Felipão, ocorrida no domingo e somente oficializada na madrugada de segunda-feira, a diretoria do Grêmio reuniu possíveis nomes para assumir o cargo de treinador. Os contatos informais - e os formais - também se deram ainda no domingo.

A pauta da direção era entrevistar alguns treinadores, entre eles Vagner Mancini, então com uma campanha de oito jogos de invencibilidade no América-MG. O papo foi por um viés de sondagem, mas discutiram-se valores de uma eventual proposta, o conhecimento sobre o grupo de jogadores e a expectativa sobre a chance de evitar a queda.


Alguns nomes do elenco também receberam consultas sobre a perspectiva de trabalhar com o novo técnico e deram sinalização positiva. O estilo de condução do vestiário, a forma de pensar taticamente e a rotina de treinamentos de Mancini agradaram.

Certo mesmo é que o treinador ganhará mais no Grêmio do que no América-MG. Receberá uma premiação em caso de permanência na Série A. Os valores não foram revelados. Mas o ge ouviu de diversas fontes que são cifras "atrativas".


Roger era o plano A

Roger Machado sempre apareceu como o plano A da direção. Porém, seu estafe se manteve irredutível num acerto. A justificativa era de que o técnico não pega trabalhos no meio da temporada e daria preferência a ficar com a família em Porto Alegre.

A primeira tentativa aconteceu por meio do presidente Romildo Bolzan Jr., ainda na segunda-feira. Antes mesmo de ser anunciado como novo vice-presidente de futebol, Dênis Abrahão se juntou a outros membros do Conselho de Administração para tentar fazer Roger mudar de ideia.

A última cartada aconteceu horas antes do anúncio do América-MG que informava a saída de Mancini para acertar com o Grêmio. Não houve sucesso em repetir o ciclo de sucesso em 2015, quando Roger substituiu Felipão e montou a base da equipe que conquistou a Copa do Brasil no ano seguinte com Renato Portaluppi.

Havia esperança que Roger pudesse aceitar a proposta gremista como forma de gratidão ao clube, de tentar ajudar, sabendo que ele não seria o responsável em caso de queda. Alguns dirigentes tricolores encerraram as conversas incomodados com o treinador.


O perfil buscado

As principais características buscadas pela direção do Grêmio foram de um técnico que já tivesse trabalhado no clube, conhecesse o futebol, a imprensa e a torcida no Rio Grande do Sul. Além disso, priorizou-se treinadores com efetividade em reações a curto prazo, exatamente o que o clube precisa para evitar o terceiro rebaixamento na história.


A diretoria do Grêmio vê em Mancini um técnico com capacidade de liderar o elenco também a partir da complementação das ações do vice-presidente de futebol Dênis Abrahão e do diretor de futebol Sergio Vasquez. Há plena confiança que os novos dirigente possam blindar o vestiário, acalmar os ânimos e buscar a reação necessária.

A primeira chance do novo comandante será no domingo, quando o Tricolor recebe o Juventude, na Arena, pela 27ª rodada do Brasileirão. O jogo começa às 18h15. A equipe ocupa a penúltima colocação com 23 pontos, a cinco do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Fonte: ge

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