Por falta de transporte fluvial, alunos ribeirinhos continuam sem ir à escola em Porto Velho

 


Aulas presenciais retornaram há quase dois meses e estudantes seguem sem acesso às escolas. Seduc diz que a empresa que vai prestar o serviço de transporte já foi contratada, mas pediu prazo de 60 dias para começar a operar

Quase dois meses após o retorno das aulas presenciais em Porto Velho os alunos das zonas ribeirinhas, que dependem do transporte escolar fluvial, ainda estão sem frequentar a escola. De acordo com moradores da região, já passam de quatro anos que os alunos não vão à escola regularmente.

Antes eram problemas no transporte escolar que impediam as crianças de chegar até a educação presencial e desde 2020 o motivo foi a pandemia da Covid-19. No entanto, as aulas presenciais foram retomadas em agosto deste ano, com o avanço da vacinação entre os profissionais de educação.

Em entrevista ao g1, Severino Nobre, morador do Médio Madeira, contou que decidiu levar o filho de 11 anos para morar com familiares do outro lado do rio para evitar que ele continue faltando aula por falta de transporte.

E ele não foi o único a mudar de rotina. Muitas famílias que tiveram condições acabaram se mudando para a zona urbana durante esse período para manter os filhos estudando. De acordo com Severino, alguns alunos estariam apresentando transtornos psicológicos, como ansiedade, por conta do longo período sem ir até a escola.

A psicopedagoga e mestre em educação, Franciane Pinho, ressalta que a distância das escolas e a pandemia impactaram diretamente a dinâmica das famílias.

Quase dois meses após o retorno das aulas presenciais em Porto Velho os alunos das zonas ribeirinhas, que dependem do transporte escolar fluvial, ainda estão sem frequentar a escola. De acordo com moradores da região, já passam de quatro anos que os alunos não vão à escola regularmente.

Antes eram problemas no transporte escolar que impediam as crianças de chegar até a educação presencial e desde 2020 o motivo foi a pandemia da Covid-19. No entanto, as aulas presenciais foram retomadas em agosto deste ano, com o avanço da vacinação entre os profissionais de educação.

Em entrevista ao g1, Severino Nobre, morador do Médio Madeira, contou que decidiu levar o filho de 11 anos para morar com familiares do outro lado do rio para evitar que ele continue faltando aula por falta de transporte.

E ele não foi o único a mudar de rotina. Muitas famílias que tiveram condições acabaram se mudando para a zona urbana durante esse período para manter os filhos estudando. De acordo com Severino, alguns alunos estariam apresentando transtornos psicológicos, como ansiedade, por conta do longo período sem ir até a escola.

A psicopedagoga e mestre em educação, Franciane Pinho, ressalta que a distância das escolas e a pandemia impactaram diretamente a dinâmica das famílias.

Postar um comentário

0 Comentários