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O que falta saber sobre o acidente que matou Marília Mendonça

 


Polícia Civil finalizou a perícia no local e vai ouvir testemunhas. Cenipa confirmou que a aeronave não tinha caixa-preta


As investigações sobre a queda da aeronave que matou a cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas estão em curso. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a perícia na área do acidente foi finalizada na tarde de sábado (6) e os próximos passos incluem ouvir as testemunhas oculares dos instantes que precederam a queda. A aeronave e os destroços foram recolhidos neste domingo (7) e devem ser levados para o aeroporto de Caratinga.

As amostras do material genético das vítimas envolvidas no acidente aéreo que matou Marília Mendonça e outras quatro pessoas chegaram no Instituto Médico Legal em Belo Horizonte para exames toxicológicos. A previsão é de que o inquérito seja concluído em 30 dias.


O acidente aconteceu na zona rural entre as cidades de Caratinga e Piedade de Caratinga, a cerca de 300 km de Belo Horizonte. A aeronave atingiu um cabo da torre de distribuição da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e perdeu sustentação, o que teria levado à queda. A simulação exibida neste sábado (6) pelo Jornal Nacional mostra como foi o acidente.


Veja o que se sabe até o momento sobre o acidente

1. Aeronave regular e equipe experiente

A cantora e sua equipe estavam a bordo de uma aeronave de modelo King Air C90a, fabricada em 1984. Ela tinha capacidade para seis passageiros e sua situação era regular, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. As documentações e autorizações da equipe de voo também estavam em dia. O piloto Geraldo Medeiros conhecia as regras da aviação e tinha 15 anos de profissão.

2. Avião não tinha caixa-preta

Também no sábado (6), o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) informou que o avião não tinha caixa-preta, mas foi encontrado um geolocalizador que serviria de referência, junto ao plano de voo, para apurar as causas do acidente.

3. Colisão com cabos

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), confirmou que a aeronave atingiu um cabo de uma torre de distribuição da empresa a cerca de 5 km do local de pouso. A linha de distribuição atingida está localizada fora da zona de proteção do Aeródromo de Caratinga.

4. Alertas de obstáculos

Há dois alertas para obstáculos próximos ao aeroporto de Caratinga em documentos chamados INFOTEMP, emitidos pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Essas informações são públicas e de conhecimento obrigatório para pilotos. Mas os obstáculos no aviso não são os cabos de alta tensão, por estarem além dos limites.

Nos meses anteriores ao acidente, outros pilotos já haviam relatado aos órgãos aéreos da região que os fios elétricos atrapalhariam o pouso no aeródromo de Caratinga. São relatos chamados Notam (Notificação Aeronáutica), que indicam dados sobre riscos e alertam outros pilotos que se dirigem à região sobre perigos para operar no local.

O que falta saber:

1. Voo baixo

Ainda não está claro o porquê de o avião estar voando baixo. Especialistas alegam que o piloto manteve a aeronave abaixo da rampa de pouso. Na análise feita por Roberto Peterka, especialista em segurança de voo, ele deveria estar em torno de 100 metros acima dos cabos com os quais colidiu.

2. Testemunhas

O trabalho de investigação do Cenipa e da Polícia Civil de Minas Gerais agora está focado em ouvir testemunhas do acidente e analisar instrumentos e destroços do avião para esclarecer os motivos da tragédia. Segundo um dos relatos ouvidos pelas autoridades, o avião da cantora teria perdido um dos dois motores ainda no ar, após colidir com os fios.

Os dois motores foram encontrados próximo ao local da queda, um deles a 200 metros do bimotor.


Fonte: g1

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